Guaporé cria estação móvel de energia e internet para emergências
Um grupo de empresários e profissionais de Guaporé criou um equipamento portátil capaz de fornecer energia, internet e telefonia em regiões atingidas por desastres climáticos. A iniciativa nasceu depois que os idealizadores acompanharam de perto as dificuldades enfrentadas por cidades e órgãos de segurança durante a enchente de maio de 2024.
O dispositivo, batizado de Blue Station, funciona com energia captada por painéis solares e reúne diversas funções em uma única estrutura: conexão wi-fi, rede de telefonia via satélite e IP (incluindo uma linha fixa), estação meteorológica, câmeras de vigilância e sinalização sonora e luminosa. A unidade também serve como ponto de recarga, com capacidade para até 30 celulares ou notebooks simultaneamente, acessados por QR code.
Toda a operação é controlada por um sistema de inteligência artificial, responsável por distribuir a energia gerada entre as diferentes funções da estação. Segundo os responsáveis pelo projeto, o software entra em funcionamento poucos minutos após a instalação, sem exigir intervenção humana. O primeiro protótipo, montado em agosto de 2024, tinha formato fixo, com cerca de três metros de comprimento e transporte feito sobre caminhão.
Em novembro de 2025, o equipamento gaúcho foi levado a Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, cidade que teve 90% de sua área destruída por um tornado. De acordo com o grupo, nos primeiros cinco dias a estrutura foi o único sistema de comunicação compartilhado disponível na região, permanecendo instalada por mais de um mês para apoiar moradores e equipes de resposta.
Com base na experiência paranaense, os cerca de 20 profissionais envolvidos no projeto desenvolveram uma nova versão, agora rebocável, finalizada há aproximadamente um mês e com patente registrada recentemente. O grupo afirma já ter conversado com a Funai e com o governo do Amazonas sobre possíveis aplicações da tecnologia em comunidades ribeirinhas, regiões de estiagem, monitoramento de barragens e áreas de fronteira.
Com informações de GZH.