Cooperativa de Garibaldi testa novas uvas e prevê rosé para 2027
A Cooperativa Vinícola Garibaldi mantém desde 2016 um campo experimental em Santa Tereza (RS), onde estuda variedades de uva capazes de originar vinhos de menor graduação alcoólica e perfil mais leve. O objetivo é responder à mudança no gosto do consumidor, lidar com o aumento das temperaturas e garantir retorno financeiro aos viticultores.
Os resultados foram apresentados pelo enólogo Ricardo Morari em 7 de outubro, durante uma masterclass na ProWine São Paulo, realizada no Expo Center Norte. Na ocasião, seis vinhos foram degustados, entre rótulos já vendidos e elaborações ainda em teste. Segundo o enólogo, o calor eleva o teor de açúcar das uvas e tende a gerar bebidas mais alcoólicas, o contrário do que procura boa parte do público.
O projeto começou com 50 fileiras de videiras, uma para cada cultivar, em pouco menos de um hectare. As mudas vieram de um viveiro italiano, e várias variedades precisaram de registro no Ministério da Agricultura. As mais adaptadas passam por microvinificações de cerca de 35 litros. Na safra 2026, foram 22 testes desse tipo.
O lançamento mais próximo é um rosé feito com a uva romena Busuioaca de Bohotin, com 11% de álcool. O envase está previsto para o começo de dezembro, e a chegada às lojas, para janeiro de 2027, dentro da linha In Veritas. No campo, a variedade rendeu perto de 30 toneladas por hectare, o que levou cooperados a plantar os primeiros vinhedos.
Outras cultivares seguem em avaliação. A branca Soreli, resistente a doenças fúngicas, terá o plantio ampliado no início de 2027, com o primeiro vinho esperado em dois ou três anos. Já a georgiana Alexandrouli, que deu um tinto de pouca cor e 11,7% de álcool, pode ser usada na produção de um clarete.
Com informações de Portal do Agronegócio.