Carlos Barbosa entra em projeto de selo para queijo colonial
Produtores de queijo colonial da Serra Gaúcha deram um passo importante rumo ao reconhecimento oficial do produto. Nesta quarta-feira, 2 de setembro, durante a Expointer, em Esteio, foi assinada a ata de fundação de uma associação que vai reunir agroindústrias da região em torno de um pedido de Indicação Geográfica (IG) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A Indicação Geográfica é um selo que associa um produto ao território onde é fabricado, reconhecendo tradição, identidade e características específicas de uma região. No caso do queijo colonial da Serra Gaúcha, a nova associação vai coordenar o levantamento de dados históricos, culturais e técnicos que comprovem essa ligação, com apoio de entidades como Sebrae e Emater e de representantes do poder público.
Carlos Barbosa está entre os municípios com participação mais direta na iniciativa: quatro agroindústrias da cidade integram o grupo fundador, que soma dez produtores ao todo. São elas a Cooperativa Santa Clara, a Granja Cichelero, a Laticínios Beija-Flor e a Ferrari Alimentos.
Um dos produtores envolvidos, Daniel Cichelero, da Granja Cichelero, destacou o caráter simbólico da assinatura da ata. Segundo ele, a maioria das agroindústrias do grupo trabalha com produção própria de leite, o que reforça a identidade do produto, e a expectativa é divulgar as qualidades do queijo colonial da Serra Gaúcha para outras regiões do país e, no futuro, também para fora dele.
A criação da associação é apenas uma etapa do processo: ainda será preciso reunir a documentação e os estudos técnicos exigidos para protocolar o pedido de IG no INPI. Caso o selo seja concedido, a expectativa é de que o queijo colonial produzido na região ganhe mais valor de mercado e novas oportunidades comerciais para os produtores envolvidos, incluindo os de Carlos Barbosa.
Com informações de Portal Adesso.